Pessoas insubstituíveis

Vocês já devem ter lido aquele texto que fala que “ninguém é insubstituível”?

Pode até ser mais um daqueles emails que circulam de auto-estima para as pessoas que estão sobrecarregadas no trabalho e precisam arrumar forças para continuar a jornada de horas extras, salários baixos, e etc.

Na verdade meu foco não é profissional, mas quero falar sobre as amizades. O texto citado fala sobre pessoas que têm habilidades e competências especiais. Por isso, nossas atividades podem sim ser executadas por outros profissionais, mas nunca da mesma forma. Preservar os talentos é importante. Fazer com que o colaborador se sinta bem é sim um dever da empresa. Ele responderá com um trabalho de qualidade, presteza e eficiência.

E os amigos são insubstituíveis?

Não tem como negarmos que na vida conhecemos pessoas extraordinárias e do mesmo jeito em que chegam de uma forma avassaladora a vida se encarrega de levá-las para longe.

Recentemente, tive que me conformar em morar longe de uma pessoa extraordinária. Além das muitas qualidades que poderia citar como companheira, parceira, fiel, confidente, e etc. A mais importante é que eu admiraria mesmo se ela não fosse minha amiga. Ela é autêntica.

É do tipo: você paga a minhas contas? Resolve meus problemas? Não. Então dá licença, porque estou passando.

Em uma cidade pequena as pessoas são muito preocupadas com “outras.” Como você deve se comportar em público? Se você é uma profissional séria, não pode sentar no boteco. Se você tem um nome a zelar, não vai pegar o microfone da dupla sertaneja do momento e pedir para cantar uma música, só porque tem uma voz bonita. Se você é de família conhecida, por favor, não vai beijar quando tiver vontade.

Ela? Não segue regras ou padrões.

Eu tenho muitos amigos que são assim: autênticos. Mas eles vivem longe da família e dos olhares conhecidos. Eles são livres quando não estão na casa dos pais.

Vou sentir saudades. Assim como sinto de vocês.

Amanhã outra pessoa extraordinária irá aparecer. Quero estar preparada para aprender mais um pouco sobre como viver intensamente.

Quero estar junto para rir, chorar e ficar em silêncio quando for preciso.

Neste natal tenho um pedido especial para fazer ao menino Jesus: Cuide muito bem dos meus amigos… Eles são insubstituíveis.

Trecho do texto ninguém é insubstituível: – “Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.”

Mesmo com os defeitos, o que eu quero mesmo é apreciar as qualidades de vocês.

Que em 2012 possamos conhecer pessoas extraordinárias!!!

Postado por Samara Reis. “Minha alma viajante”

Publicado em Uncategorized | 6 Comentários

Entre aliterações e assonâncias, preferi a rima

Este ano redescobri meu antigo amigo

Perdeu mais cabelo, engordou uns quilos

E revelou que tem um polêmico umbigo

Mas continua daquele jeito tranquilo

 

Perdidos estamos na selva de pedra

Tropeçando nas pedras do caminho

Apostando no que não se quebra

Dividimos apê e até viramos vizinhos

 

Fizemos curso de poesia, comida indiana

Fomos ao show do Lenine, viajamos a Londrina

Bebemos, relembramos a língua italiana

E conversamos sobre quem discrimina

 

Assistimos sem dormir às aulas do professor chato

Assistimos ainda ao Bardén e ao Saramago

Torço para que ano que vem tenha ainda mais contato

Desejando a ele grandes dias, muitos tragos e afagos

 

Postado por Tatiana Lazzarotto, que preferiu aproveitar rimas pobres e versos ingênuos para parabenizar seu parceiro no curso de poesia. Sim, é isso mesmo que você deve estar pensando. O curso serviu para tudo, menos para aprender a escrever poesia.

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , | 1 Comentário

Estava de Férias

Estava falando muito. Dizendo muito, twittando muito, facebookando muito.
E percebi uma coisa. Consigo fazer isso melhor, quando sinto que está tudo bem,
tudo em ordem. Quando há incômodos constantes, algo trava. Não por não saber o que
escrever, talvez esses sejam os momentos que eu mais queira não só falar,
mas GRITAR. Mas resolvi parar um pouco. Não foi por falta de tempo, amigos.
Afinal, sou adepta da ideia de que “ter tempo é questão de preferência”.
Mas foi um momento de eu organizar tudo o que vinha acontecendo, dentro de mim.
Meu ouvido nesse período foi meu irmão.
E foi ele que disse… Rê, quando se sentir assim, escreve, para escreve só pra você.
Como um diário, se outro dia, isso fizer sentido, pega a sua verdade.
Vai construindo ela assim.

Eis que fui passar as férias, programadas em menos de uma semana, passei alguns dias com alguns de vocês no Rio de Janeiro.
Não era férias como aquelas que rolávamos no Campeche. Foi diferente. EU estava de férias, equanto
a rotina do Fer, da Vivi, a Cris, rolando.
Observei como estão tocando a vida, e feliz por ver isso.
Observei muito, andei sozinha, nadei, pedalei, voei…

E quando percebi, juntei um monte de palavras que podem parecer não fazer muito sentido, mas cada uma,
faz um sentindo tão grande, tão profundo… ao menos para mim.
E quando revi dias depois… continuou fazendo sentido.
E continua…

Não é o melhor angulo, o melhor áudio. Não estava com caneta nem um note,
então gravei.
E agora, compartilho com vocês.

texto de Renata Nizer

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Tecendo o futuro

Não sei onde eu errei. Quem está fora de mim talvez possa identificar claramente, mas eu, eu juro que não consigo. Eu tenho tentado costurar todas as pontas que ficaram soltas ou que arrebentaram enquanto eu dormia. Dormia e sonhava… Porém, estou ficando cansada e achando que meus esforços têm sido todos em vão. Talvez eu nem estivesse errada para começar, talvez o tal erro foi algo que criei para fingir que as coisas iam dar certo, que só dependia de mim. Ilusão. E se no final tudo tivesse ocorrido independente do que eu fizesse?
Continuo bem comigo mesma, porém exausta. O cansaço me conduz à intolerância. E isso que sempre achei a tolerância a maior das virtudes… Irritadiça, vi coisas bobas e sem importância atingirem dimensões imensuráveis.
Resolvi radicalizar, cortar fora tudo o que me incomoda, mas o máximo que eu fiz até agora foi denunciar o perfil de algumas pessoas mórbidas no Facebook (eu confesso, fui bem inflexível quanto à isso) Preciso agir mais. Quero vida e pra mim vida tem que ser passeio completo.
Não quero mais esperar telefonemas, mensagens, emails, notícias boas que nunca chegam. Nem dar pedaços de mim mesma à quem nunca fará bom uso deles. Nada de discussões contra-produtivas; quero soluções. E, já que estou longe de todo mundo, eu quero ter pessoas de carne e osso para conviver, porque agora que estou mais leve e leviana também necessito muito de ter alguém que me escute, que me veja.
Sobretudo, não quero mais viver de frases feitas: eu contradigo tudo o que o senso comum me enfia goela abaixo. Quero traçar meu próprio futuro e não deixar que o mundo se decida por mim.
Eu sei que é final do ano e que estamos todos cansados.
Proponho que tracemos alguma meta, algum plano, alguma solução, ainda que efêmera para 2012. Algo que seja nosso e que nos dê ao menos um fio para nos agarrarmos quando estivermos “acostumados”.

Regina

Publicado em Uncategorized | 6 Comentários

“botei na peneira e não passou”

Não é silêncio, é menos palavra. Deve ser economia, filtro e balança.
Eu não sei também, me dê mais um tempo que eu ainda tô observando.
Sabe aquela distância que separa as duas extremidades de uma gangorra? Então. Tem uma de mim lá e outra aqui.

Vai passar e, se passar, evolui.

Postado por Lis Sayuri. “Meu corpo tá aqui, mas meu espírito é de lá.”

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , | 1 Comentário

Notável, só que ao contrário

Posso ver nos noticiários da TV e nos principais jornais:

“Rotina faz mais uma vítima fatal! Foi reduzido a pó.”

Foi-se tão cedo, mas esperou tanto tempo.

Nada de e-mails com propostas, mensagens de texto que não sejam da operadora do celular, nem ligações do Obama, convites para viagens, para jantares na High society. Nada de novo, nada de notável.

Sem indicações ao Oscar; sem cogitações para o Nobel da paz.

Nenhum convite para a próxima viagem tripulada à Lua, nem para ser protagonista da novela da 20h.

A sucessão que sucede o sucedido em doses homeopáticas corroeu o aço e causou sensações que de a vida é realmente um moinho. Desta vez triturou alguns de seus sonhos tão mesquinhos.

Antes de desacreditar não ajudou nenhuma velhinha a atravessar a rua, não criou nenhuma ONG, não descobriu a cura para nenhum mal, não fez viagem de autoconhecimento ao Tibet ou sequer foi velejando à Antártica para encontrar consigo mesmo.

Quando deu meio-dia só pensou em dizer não, mas depois pensou na vida pra levar e esperou Deus aparecer na televisão.

Às vezes, como agora, pelo buraco da bala, se enxerga um raio de sol.

E eu? Eu estou bem. Otimista, mas bem.

Resume minhas últimas semanas: ANÚNCIO

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , | 2 Comentários

De Lucijone para o poeta

Estou em casa para comemorar minhas vitórias e meus fracassos. É aqui que me reconheço. Por que metade de mim é alegria irresponsável e a outra metade preocupação com coisas que não tenho domínio. Uma parte é fé, confiança de misericórdia, é poliana encarnada em filha de baiano com paulista. Outra parte é dureza de um coração imigrante, é ponderação em escutar e calar, é postura forte de to nem aí para o que vão dizer. No meio disso tudo sobrou algum espaço para releituras, escolhas e bagagens individuais.

Com quatro anos de idade chorava com medo da velhice, por não querer passar a vida toda em uma casa velha, pelo meu gato que dormia ao relento, e por tudo que eu perdia enquanto era obrigada a ir para a cama dormir. Hoje tento não ligar demais para o envelhecimento apesar de sabe-lô batendo na porta, a noção de casa está bem mais subjetiva que aquelas paredes sem pintar de décadas atrás, e estou tão solta no mundo que nem um bichano tenho para chamar de meu.  Contenho o choro mesmo quando penso em tudo que estou perdendo quando resolvo ir dormir sozinha na minha cama por livre e espontânea vontade.

Os anos passaram e fui me vendo cada vez mais neles. Gestos, idiossincrasias, traquejos. Até me surpreendo, não tive tantos sermões, idealizei seus exemplos. Na humildade de um, nos sacrifícios de outro e principalmente na certeza do seu amor por mim. Isso é absolutamente o que me sustenta em pé até hoje, ainda que rume pelo mundo sozinha carregando a própria carcaça.

Insisto em querer sua aprovação, ainda que eu não possa lhes retribuir em ouro, ou em reconhecimento do mundo aos talentos que eles insistem em acreditar que tenho.

Procurando meu futuro eu me vi no passado. Quero me certificar que não perdi nada bom que herdei deles e que possa ter ficado escondido nessa que fui e que hoje só vejo nas fotos de mil novecentos e nunca mais.

Somos estranhamente felizes. Admiramo-nos em silêncio, dividimos nossas histórias sem grandes exaltações, ora sim ora não respeitamos o tempo alheio, e reclamamos frequentemente de um para o outro. Enfim, família.

***Este texto é dedicado à minha querida amiga Natsu que teve o infortúnio de perder um dos seus mais amados nestes dias.

Postado por Cristiane Tada. Cristiane é uma japa falsificada que adora descobrir coisas novas. É crente nas pessoas e em um mundo melhor livre dos clichês.

Publicado em Uncategorized | Marcado com , , , | 2 Comentários